O Jornal O Comércio foi fundado em 11 de junho de 1931 pelo professor e jornalista Hermínio Milis. No começo o periódico teve muitos problemas porque as matérias eram censuradas e sofria ameaças de ser fechado pelo regime militar da época. No início de 1932, Hermínio Milis foi preso e mandado para a cidade de Florianópolis, mas em maio do mesmo ano conseguiu reativar a empresa.
Durante a 2ª Guerra Mundial (1939-1945), o jornal teve muitas dificuldades para circular, pois o papel estava em falta, com isso ele era reduzido. O jornal de 1932 era impresso com apenas 8 páginas, dividido em quatro colunas, com tipos grandes no corpo do texto.
Em 1932, foi publicado o primeiro anúncio. O cliente era a “Casas Pernambucanas”. A propaganda era paga, com um layout diferente para os dias de hoje, mas muito empregado na época: molduras, letras em caixa alta, e um texto muito acessível a todos que vissem o anúncio, definindo assim, que a Casas Pernambucanas estava aberta para todas as pessoas, sem distinção.
A partir de 1950, o periódico começa a ser impresso no tamanho standard com 317 x 550 mm, de área útil, contendo 12 páginas. Era um tamanho grande e de difícil manuseio para os leitores.
A demanda de notícias que chegavam para a redação foi crescendo e com base nisso foi aumentando-se o número de páginas. Hoje ele é impresso no tamanho tablóide 250 x 350 mm de área útil, divididos em cinco colunas e possui 12 páginas, quando necessário 16 ou 20.
A composição foi feita manualmente até 1972, a linotipo começou a ser usada em 1973. No ano de 1986 começaram a ser usadas máquinas off-set e o jornal era impresso nas gráficas do Jornal Indústria e Comércio, em Curitiba. Em 1988 o computador começou a ser usado na diagramação do periódico, que facilitou muito no processo de impressão do jornal.
No decorrer de sua história, passaram vários diretores como Ivo Dolinski, Mario Emilio Silva, Gilberto Abraão, Marine Silva, Gilberto Brittes. No ano de 1996 Sitamar Luzia Brittes Dalmas assumiu o cargo de diretora onde está até os dias de hoje.
Em 1997, surgiu em nossas cidades a primeira agência de propaganda, a Tools Publicidade que começou a fazer os anúncios para o jornal. No mesmo ano o jornal fez sua primeira tentativa de impressão colorida no formato standard, contudo em 27 de março de 1998 que isso se tornou uma rotina.
O logotipo do jornal, que é formado basicamente por nomes, quando começou a ser circulado, não possuía uma estrutura própria, ou seja, uma fonte e uma logomarca que seriam utilizados nos anos seguintes do jornal. Desde 1932 era apenas escrito o nome do jornal O Comércio.
Antes, o periódico não possuía logomarca. O nome do jornal era apenas escrito na parte superior da página, sem nenhuma criação. Ainda no ano de 1999 o jornal sofreu uma mudança nas medidas do papel, que sofreu uma redução de dois centímetros, que passava despercebido aos olhos do leitor. Essas mudanças ocorreram em todos os jornais do país promovido pela Associação Nacional de Jornais (ANJ), por questões de estética e por ter seu custo reduzido. Atualmente, o diário utiliza apenas a logomarca que é escrita O Comércio.
Até o final do ano de 2000 o jornal era mandado para Curitiba, em disquete, para ser impresso na Gráfica do Jornal O Estado do Paraná. Com o advento da internet, adotou-se outra postura nos modos de transmissão, passou a ser via e-mail na mesma gráfica e atualmente é utilizado o FTP, por ser muito mais rápido.
Atualmente a empresa possui cerca de 30 pessoas entre funcionários, colaboradores e colunistas. O jornal tem em média 700 assinantes, sendo que a sua grande maioria está na região norte-catarinense e sul-paranaense. Nas bancas o jornal vende em média cerca de 300 jornais por semana. Ainda é o jornal oficial das prefeituras de Porto União, Cruz Machado, General Carneiro, Bituruna e Paulo Frontin.