Alguns não funcionam por estar com o fio cortado. Em outros, chicletes grudados fazem a mão do usuário grudar
*Por Ana Cabral *
Se Alexander Graham Bell fosse vivo ficaria assustado. Quando inventou o telefone certamente não imaginava que o avanço da humanidade fosse causar atos de tamanho desprezo com o tal aparelho. É constante, principalmente no centro de União da Vitória, nos depararmos com telefones públicos, os famosos orelhões, depredados.
Uns não funcionam por estarem com o fio cortado. Outros, ao colocar a mão no aparelho, a mão gruda pois há chicletes colado. A reportagem do jornal O Comércio percorreu o centro de União da Vitória e Porto União para ver como está o estado dos telefones públicos. Dos que verificamos, cinco não funcionavam e outros dois estavam com chicletes grudados e o fio cortado.
De acordo com uma vendedora do centro de União da Vitória que não quis se identificar, é comum ouvir das pessoas reclamações sobre os orelhões. “Como o aparelho fica em frente a loja onde trabalho as pessoas vem pedir para fazer uma ligação daqui e reclamam que o orelhão não funciona. Eu já cansei de ver quando, estávamos fazendo o horário de Natal, a piazada puxava o fio do telefone público e grudava chicletes. É um desrespeito”.
A vendedora reclama ainda que tamanho é o empenho dos vândalos em depredar os aparelhos que já chegou a ver eles passando fezes de cachorro no telefone. “Olha o tamanho do empenho deles. Quando vi isso chamei a polícia, mas não adiantou nada. Na semana seguinte lá estavam eles destruindo o aparelho”.
Vandalismo em números
Dados da empresa Oi - responsável pela manutenção dos telefones públicos - mostram que, em média, os usuários de telefones públicos solicitam mensalmente 5 mil atendimentos, dos quais 30% são referentes a casos de vandalismo. Estragos em leitores de cartão, monofone e teclado chegam a 90% dos casos. Cada reparo chega a custar R$ 80 reais. Para saber se um telefone está com problemas, a empresa dispõe de um sistema de informação automatizado, que funciona 24 horas por dia.