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Quinta-feira, 09 de setembro de 2010 | Atualizado em 30/07/2010 às 15:51h
 
 
 
 
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Milho no Monjolo – 595 (Odilon Muncinelli – Membro da ALVI) | 05 Mar 2010
Por Odilon Muncineli
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NOSSA HISTÓRIA – No mês de janeiro próximo passado, os assuntos mais variados foram tratados no programa “Nossa História” apresentado pela jornalista Zélia Maria Nascimento Sell, aos sábados, às 18 horas, e, reapresentado aos domingos, às 13h 30min, na Rádio Paraná Educativa AM 630 e também pela Internet. Dentre eles: dia 06/02 – “Soldados Brasileiros” e Aniversário de Zélia Maria Nascimento Sell; dia 13/02 – “Carnaval Antigo”; dia 20/02 – “Reapresentação”; dia 27/02 – “Bicicletas”.
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LUTO 1 – Na manhã do último domingo, dia 28/02, em São Paulo (SP), morreu o bibliófilo e empresário José Ephim Mindlin, aos 95 anos de idade. Era nascido em São Paulo, a 9 de setembro de 1914. Um dos maiores colecionadores de livros do País. Dono da maior e mais importante biblioteca privada do País, que, em 2006, foi doada à Universidade de São Paulo. Ele dizia: “Nunca me considerei o dono desta biblioteca. Eu e a Guita (a esposa já falecida) éramos os guardiões destes livros destes livros que são um bem público”. Ingressou na Academia Brasileira de Letras, no dia 20 de junho de 2006, aos 92 anos de idade. “A princípio, ele não escreveu uma linha sequer de uma grande obra, mas o que fez por elas foi além”. Ao saber que havia sido eleito, declarou: “De certa forma, coroa uma vida dedicada aos livros”.
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LUTO 2 – No ano de 2006, em setembro, José Mindlin participou de uma edição do Paiol Literário, em Curitiba. Durante mais de duas horas, falou com vigor e lucidez sobre seu amor incondicional pelos livros. O Jornal Rascunho (de Curitiba) registrou toda a conversa que pode ser lida na integra no sitio http://rascunho.rpc.com.br. Leia agora alguns trechos: A transformação pelo livro. “Antes do livro, eu não era nada. Quem não lê não sabe o que está perdendo. Porque, realmente, a leitura abre os horizontes da pessoa”. Jornalismo. “Terminei o ginásio sem ter idade para entrar na Faculdade de Direito. E disse a meu pai que queria trabalhar. Ele disse: “Mas para fazer o quê? Eu disse: “Qualquer coisa”. Meu pai disse: Ta bom, vou ver o que é que eu consigo”. Uns dias depois, ele chega em casa e me diz: “Um amigo importador de frutas, precisa de alguém para controlar a entrada dos caminhões no Mercado Central”. Uma coisa nada sedutora, naturalmente. Mas como eu tinha dito que faria qualquer coisa, eu disse: “Ta bom, vamos em frente”. Aí o meu pai disse: “Estou brincando. Você vai entrar na redação do Estado de S. Paulo”. Eu tinha 15 anos”. Ler durante as aulas. “Sentava no fundo da sala e ficava lendo outras obras. Li mais coisas literárias na Faculdade de Direito do que jurídicas. As jurídicas eu lia em casa”. Carreira. “Advoguei até 1950, quando, por acaso, virei empresário. Alguns clientes meus tinham planos de fazer uma indústria e surgiram obstáculos. Eu entrei no assunto, consegui resolver as dificuldades e virei empresário”.
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ÚLTIMA – A Coluna de hoje é dedicada ao senhor Laudelino Fagundes, o Dico Fagundes para os mais chegados, “o velho tropeiro velho” que recentemente (no dia 17/02) completou 90 anos de idade.

Beira do Iguaçu, Março de 2.010

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