A GUERRA DO CONTESTADO 1 – Noutros tempos, o jornal Diário Catarinense publicou uma série de suplementos abordando a Guerra do Contestado, de maneira simples e abrangente. Dentre eles: 1. “Os Sobreviventes do Contestado” (1996) que trazia algumas reportagens interessantes ligadas a nossa terra e a nossa gente. 2. “Cem Anos de História” (1997). 3. “O Contestado – Histórias de Santa Catarina” (2000) com pesquisa e texto dos professores Celestino Sachet e Sérgio Sachet.
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A GUERRA DO CONTESTADO 2 – A Questão da Fé e da Devoção. “O tempo não apagou a fé do homem simples e do letrado em São João Maria. Ele é venerado pelo povo do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Fotografias suas ocupam altares, paredes e capelas erguidas em sua homenagem. Homônimos seus multiplicam-se nos cantos por onde passou. O lado místico se revelou nas peregrinações. Por onde andou ergueu cruzes, mostrou-se humilde e aconselhou ao trabalho, jejum e caridade”. (...). “Nas paredes e muros do prédio da FAFI há marcas de devoção. Um retrato imenso do monge destaca-se ao longe. Outra figura é de uma serpente engolindo a cidade. Os nativos acreditam que a enchente de 1983 – a água chegou a 10 metros de altura e cobriu dois terços de União da Vitória – tenha sido a concretização de uma das profecias. / O município está localizado às margens do Rio Iguaçu e nos pés do Morro da Cruz. O local foi visitado pelo monge, contam os moradores. Uma capelinha de cimento descascado e cruzes permanece entre a vegetação. A fé ainda faz o povo subir por um terreno íngreme, tomado pelo matagal. Velas acesas e pares de muletas agradecem a João Maria”. (in Suplemento “Os Sobreviventes do Contestado”, do dia 01/04/1996, página 03).
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A GUERRA DO CONTESTADO 3 – A Questão de Nomes. “A tradição de dar nome de pessoas famosas aos recém-nascidos é milenar. Os santos disparam na escolha popular. O povo do interior do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul elegeram os monges João Maria e José Maria como padroeiros de muitos filhos. Joãos e Josés perpetuam-se nos cartórios dos municípios onde foi deflagrada a Guerra do Contestado e nos rincões por onde se ouviu falar dos “religiosos” que se auto-definiam “monges”. / O batismo foi a forma encontrada por fazendeiros, camponeses, comerciantes e políticos para demonstrar a fé no “santo” ou “são”. Indiferente à posição da Igreja Católica – contrária à adesão aos ensinamentos dos monges – o povo fez sua santificação à revelia da Santa Madre. / O nome em comum é o que iguala um ex-Juiz de Direito do Paraná com o operário de uma madeireira de Santa Catarina. Aposentado da magistratura, João Maria de Jesus Campos Araújo, ..., é o advogado mais conhecido em União da Vitória. Nascido numa família classe média alta na cidade paranaense de Palmas, Campos Araújo partiu em busca da realização profissional. Hoje, mantém um confortável escritório no centro de União da Vitória. Na parede da sala, um quadro do monge João Maria. Além do presente de um amigo ele guarda o respeito e a admiração pelo monge que visitou a fazenda da família, no interior do Paraná”. (idem, idem).
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A ÚLTIMA – “O acaso é, talvez, o pseudônimo de Deus, quando Ele não quer assinar”. (Théophile Gautier).
Beira do Iguaçu, Fevereiro de 2.010