COLUNA DO ROSSONI
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Começamos a primeira coluna de 2010 falando sobre a rebelião que destruiu a Penitenciária Central do Estado (PCE), em Piraquara, semana passada, deixando o saldo de seis mortos e oito feridos. Além de causar atrito entre as secretarias da Segurança Pública e da Justiça e Cidadania, o motim acabou “ressuscitando” o antigo Presídio do Ahú, em Curitiba, desativado há mais de três anos para dar lugar ao Centro Judiciário do Paraná. No dia da rebelião, de acordo com o Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná, havia 30 agentes trabalhando, e apenas 14 deles lidando diretamente com os 1.578 presos da superlotada PCE. Ou seja: um agente para cada 112 detentos.
IMPROVISO
Logo depois, o Governo do Estado anunciou a transferência de 300 presos para o Ahú e o remanejamento de 900 para outras unidades.
A solução improvisada pelo governador para abrigar os presidiários foi reprovada pela maioria dos paranaenses. Reativar às pressas um presídio que estava abandonado, sem energia elétrica, água, esgoto, demonstra a falência do sistema prisional e da segurança pública paranaense.
ESTATÍSTICAS
Segundo dados do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), órgão ligado ao Ministério da Justiça, o número de agentes penitenciários está abaixo do ideal no Paraná. O sistema prisional do estado tem uma média de 6,8 presos sob a responsabilidade de cada agente penitenciário. O ideal seria que cada profissional zelasse por, no máximo, cinco presos.
COLAPSO
Levantamento do Sindicato das Classes Policiais Civis do Estado do Paraná (Sinclapol) aponta que as delegacias do Paraná abrigam hoje cerca de 12 mil presos, dos quais pelo menos 30% estão condenados e já deveriam ter sido encaminhados ao sistema penitenciário. São 1,6 mil investigadores e agentes atuando como carcereiros. Traduzindo: 75 detentos para cada por policial.
CANDIDATURA
A Comissão Executiva do Diretório Regional do PSDB do Paraná fixou o dia 8 de fevereiro para a escolha do candidato do partido para disputar as eleições ao Governo do Estado em outubro deste ano. Durante reunião realizada na última segunda-feira, na sede do partido, em Curitiba, os membros da Executiva deram início ao processo de definição da candidatura tucana, pleiteada pelo prefeito de Curitiba Beto Richa e pelo senador Álvaro Dias.
ENTENDIMENTO
A intenção do partido é buscar o entendimento e chegar a um nome de consenso para concorrer ao governo paranaense. Não há como fugir dessa decisão. Nosso posicionamento vai influenciar nas composições. Quando tivermos o candidato, vamos intensificar as conversações com outros partidos em busca de alianças.
DIRETÓRIO
Caso não haja consenso entre Beto Richa e Álvaro Dias, a deliberação sobre quem será o candidato peessedebista, no dia 8 de fevereiro, será tomada em votação pelos 45 membros do Diretório Regional do PSDB para posterior homologação na Convenção Partidária, no mês de junho.
Valdir Rossoni é deputado estadual e presidente do PSDB no Paraná.