Buscar:
Quinta-feira, 09 de setembro de 2010 | Atualizado em 30/07/2010 às 15:51h
 
 
 
 
Porto União - Santa Catarina . União da Vitória - Paraná
 
Artigos
Central do Leitor
Clique aqui, cadastre-se na central do leitor do Jornal O Comércio e desfrute de vantagens.
login: 
senha: 
 
Sete Vidas | 13 Jan 2010
Por Ana Paula Such
Aumentar tamanho da letra   A   +A   ++A
 

Em Sete Vidas, Seven Pound, 2008, Ben (Will Smith) é um homem depressivo que tenta fugir da culpa de um acidente causado por ele. Para se redimir e tentar apagar o que fez no passado, ele pretende salvar sete pessoas.
No dia em que tenta se suicidar, ele conhece Emily (Rosario Dawson), uma linda mulher que sofre de um problema no coração. Ben, então, apaixona-se por ela e muda seus planos.
Sete pessoas têm seus nomes inscritos em uma lista, o que eles tem em comum é o fato de todos terem chegado a um momento decisivo em suas vidas em que precisam desesperadamente de ajuda- financeira, espiritual ou médica- e, sem que eles saibam, também o fato de cada um deles ter sido escolhido por Ben para ser parte do seu plano de redenção. Mas Emily Posa (Rosario Dawson), uma paciente cardiopata cheia de vida, é quem trava suas engrenagens ao fazer a única coisa que Ben julgou impossível – aproximar-se dele – e quem vira ao avesso a sua visão do mundo e do que é possível.
O filme é todo montado com vai-véns temporais, que vão mostrando pequenas peças do quebra-cabeça que é a vida do nosso protagonista. Desse suspense inicial chega-se ao drama que motivou tudo.
Discordo completamente do comentário feito pelo site de crítica de cinema Omelete, no qual encontramos:
“Você conhece a expressão "tem elefante na sala de estar"? Ela se refere a algo óbvio, mas que ninguém quer comentar, como a estranha presença do paquiderme em um ambiente familiar. Pois bem, vamos tirar logo o orelhudo daqui: Sete Vidas (Seven Pounds, 2008) é um daqueles dramas criados para fazer chorar. Pronto? Pegou a sua caixa de lenço de papel e está preparado? Então vamos lá!(...) nos últimos minutos, você vai ficar torcendo para que sua inteligência tenha te deixado na mão e tudo aquilo que você imagina que vai acontecer não se concretize. De novo, pegue sua caixa de lenço de papel. Mas fique alerta, pois o choro também pode ser de raiva e/ou incredulidade.”
Um comentário que apenas mostra a falta de sensibilidade por parte de quem o redigiu, ou pior ainda, o não entendimento do filme.
Dirigido pelo italiano Gabriele Muccino, o longa Sete Vidas é a segunda parceria do diretor com Will Smith, pois eles também trabalharam juntos no filme À Procura da Felicidade.
É um filme que nos dá uma lição de vida e vale a pena se assistido nestas férias.


Profa. Ana Paula Such é professora de Literatura Portuguesa da FAFIUV.

 

capa  .  assinaturas  .  anuncie central do leitor  .  dúvidas freqüentes  .  o jornal  .  fale conosco
 
2010 Jornal O Comércio | Todos os direitos reservados